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O que é o PACTO FEDERATIVO?

O Pacto Federativo, ou, como chamado atualmente, o Federalismo Fiscal, está definido na Constituição da República Federativa do Brasil (artigos 145 a 162), nos quais, entre outros temas, são definidas as competências tributárias dos entes da Federação, e os encargos ou serviços públicos pelos quais são responsáveis estão definidos entre os artigos 21 a 32.

Além disso, o tal Pacto Federativo tem relação com os mecanismos de partilha da receita dos tributos arrecadados entre os entes da Federação, sendo exemplos desses mecanismos os Fundos de Participação dos Estados e do Distrito Federal e dos Municípios e os Fundos Constitucionais de incentivo ao desenvolvimento regional (Fundos Constitucionais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste).

Da arrecadação da União relativa ao Imposto de Renda e ao Imposto sobre Produtos Industrializados, 48% são repassados aos referidos Fundos, e esses impostos são alguns dos que apresentam maior arrecadação no âmbito da União. Logo, a Constituição estabeleceu uma descentralização da receita tributária, fortalecendo os entes subnacionais e enfraquecendo a União.

Porém, a União reage e tem aumentado ou criado tributos cuja arrecadação não é obrigada a dividir com os entes subnacionais, como é o caso das contribuições sociais. Os estados têm como fonte principal de recursos tributários o IPVA e o ICMS; os municípios, o IPTU e o ISS; e a União. o Imposto de Renda e o Imposto sobre Produtos Industrializados. O Distrito Federal acumula as competências dos Estados e Municípios.

AUTONOMIA LOCAL

No Pacto Federativo há uma prática favorável à unidade na diversidade. Existe a defesa da autonomia local, mas procurando formas de manter a integridade territorial da Federação, havendo proibição da secessão. No Estado Federal, os entes federados gozam da denominada capacidade de auto-organização e normatização própria, de autogoverno e auto-administração.

A capacidade de auto-organização e normatização própria consiste no fato de os entes federados, no caso dos estados-membros, por meio de seu poder constituinte derivado decorrente, estabelecerem suas próprias constituições e, posteriormente, a correspondente legislação infraconstitucional, naquilo que for da competência legislativa dos Estados. No caso dos Municípios e do DF, consiste no fato desses entes federados poderem editar suas próprias leis orgânicas.

Em todos esses casos é necessária a observância, pelos entes federados, dos ditames da Constituição Federal que balizam a capacidade normativa das entidades estatais subnacionais.

A capacidade de autogoverno consiste no fato de ser o povo dos entes subnacionais quem escolhe seus representantes nos Poderes Legislativo e Executivo locais, sem que haja subordinação à União.

AUTO-ADMINISTRAÇÃO

Finalmente, a capacidade de auto-administração detida pelos entes federados caracteriza-se pelo fato de que são eles próprios que fazem a gestão da coisa pública no exercício de suas competências administrativas, legislativas e tributárias definidas na constituição da República Federativa do Brasil.
A Federação é cláusula pétrea da Constituição Federal, não podendo ser suprimida por emenda constitucional.

Sem atender lei da transparência, municípios podem ter envio de verbas suspenso

Dezoito municípios alagoanos não atendem a lei da transparência desde 2009 e podem ter o envio de verba voluntárias suspenso com um pedido do Ministério Público Federal (MPF) e da Controladoria Geral da União (CGU) ao governo federal. Nesta segunda-feira (22), o Tribunal de Contas do Estado (TCE/AL) apresentou a lista das prefeituras que não possuem portal da transparência nem enviam relatório para o Sicap.
A situação compromete o acompanhamento do cidadão sobre os gastos realizados por essas prefeituras. O presidente do TCE/AL, Otávio Lessa afirmou que irá repassar para os conselheiros do TCE as pendências das cidades, que posteriormente encaminharão para os órgãos fiscalizadores.
"O Tribunal de Contas não tem a autonomia para bloquear os bens desses municípios, se pudesse, notificaria todos eles. Mas vamos solicitar que os órgãos competentes que tomem as devidas providências para que cumpram a lei", afirmou Lessa.
Os 18 municípios irregulares, que não apresentaram site oficial ou repassaram dados para Sicap são: Barra de Santo Antônio, Cacimbinhas, Canapi, Belém, Flexeiras, Igreja Nova, Joaquim Gomes, Jundiá, Junqueiro, Matiz do Camaragibe, Murici, Olho D` Água Grande, Porto de Pedra, Porto Real do Colégio, Roteiro, São Brás, São Luiz do Quitunde, e Teotônio Vilela.
O Ministério Público Federal (MPF) estuda um prazo para estipular a regularização desses municípios. Segundo o promotor Marcelo Lobo, esse limite deverá ser de 60 dias. “Caso essa determinação não seja cumprida os gestores poderão responder por improbidade administrativa”, afirmou Lobo.
A diretora de fiscalização do TCE, Rosa Tenório, colocou que outras cidades encontram em situação semelhante, pois não atualizam seus dados com gastos e despesas desde o início do ano. São elas Atalaia, Campo Grande, Coqueiro Seco, Girau do Ponciano, Jacuípe, Japaratinga, Jaramataia, Olho D'água Grande e Pindoba.
As medidas também serão acompanhadas pelo Fórum de Combate à Corrupção de Alagoas (Focco). O presidente José Carlos Castro afirmou que a medida visa diminuir o número de municípios aptos a prática da corrupção. "Desde o ano passado estamos agindo diretamente com os órgãos para evitar este problema. O Tribunal abraçou esta luta, uma vez que o descumprimento favorece a prática da corrupção, da improbidade administrativa", concluiu.
FONTE: CADAMINUTO